Étnico-Indígena


Quando os colonizadores portugueses aportaram na Bahia, no século XVI, já encontraram um povo nativo, muito diferente do europeu, trajando pouca ou quase nenhuma veste, mas portando muitos adornos. Eram barulhentos, em sua maioria, e se utilizavam de estranhos objetos para se defender do invasor que ali fincava âncoras.

Mais tarde, identificou-se que os donos daquelas terras, que os portugueses achavam que nunca dantes haviam sido navegadas, eram índios da nação Tupi, mais precisamente, da tribo Tupiniquim, ali instalados há cerca de dois séculos. Berço da civilização brasileira colonizada pelos portugueses, o território que hoje pertence ao Estado da Bahia abrigava ainda, àquela altura, tribos de duas outras nações indígenas, além dos Tupis: os Gês ou Botocudos e os Cariris, que, apesar da dizimação sofrida nos primeiros séculos da colonização, conseguiram chegar aos dias atuais mantendo as tradições dos seus antepassados e hoje representam uma das principais atrações turísticas em várias regiões do Estado.

Reconstituir sua história e entender a origem das suas tradições e manifestações culturais é uma viagem no tempo, uma retrospectiva às mais autênticas raízes do povo brasileiro. Do Extremo-Sul ao Nordeste, das comunidades ribeirinhas do São Francisco aos povos nativos que habitam o oeste baiano, as comunidades indígenas servem tanto como referência de superação e luta para a preservação da cultura e da história do Brasil quanto como forte atração para os visitantes.

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