Religioso




Rica em cultura, a Bahia também conta com inúmeras manifestações religiosas que dão conta da grandiosidade do culto, seja aos santos católicos, aos orixás ou aos caboclos. Todas as 13 zonas turísticas do Estado têm um pouco a oferecer quando o assunto é religião.

Na Baía de Todos-os-Santos, a cidade de Cachoeira é um dos grandes ícones do sincretismo que parece vivo em cada esquina. No mês de agosto, a Festa da Boa Morte é o auge da mistura entre catolicismo e candomblé e encanta moradores e visitantes que vão à cidade apreciar as procissões organizadas pelas senhoras negras que integram a secular Irmandade da Boa Morte. A programação da festa, que também inclui momentos de luto, reserva missas, confissões, sentinelas e apresentação de grupos de samba de roda e de capoeira.

Os rituais de arrependimento pelos pecados, dos Penitentes de Juazeiro, no Vale do São Francisco, e a Procissão do Fogaréu, realizada em Serrinha, na zona turística Caminhos do Sertão, são algumas das manifestações realizadas até a Semana Santa, quando se preparam para as comemorações da Páscoa.

Outra celebração que encanta é a do Corpus Christi, realizada em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. É uma tradição decorar as avenidas com tapetes naturais que ilustram os símbolos católicos: hóstias e cálices. Para a confecção dos tapetes são usados produtos agrícolas, folhas, sementes, serragem e cereais.

Um dos ícones do Turismo Religioso na Bahia é Bom Jesus da Lapa. Conhecida como “capital baiana da fé”. A cidade, localizada a 902 quilômetros de Salvador, recebe romeiros durante todo o ano. Atualmente, o período de maior movimentação vai de junho a janeiro, quando o município recebe 1,5 milhão de visitantes, de acordo com a Prefeitura local. Uma das mais importantes romarias é a da Terra ou das Missões, que começa em julho.

Já a romaria ao Bom Jesus – a maior delas – reúne milhares de pessoas a partir de 20 de julho. A novena começa no dia 28 e tem seu ponto alto no dia 6 de agosto, quando é consagrado o santo padroeiro do município.

Outro grande destaque do segmento é Salvador, que tem mais de 300 igrejas seculares. Costuma-se dizer na cidade que existe uma igreja diferente para ser visitada a cada dia do ano. Bonfim, São Francisco, Conceição da Praia, Rosário dos Pretos e Catedral Basílica são alguns exemplos de templos católicos mais visitados por turistas.

A Igreja do Bonfim é conhecida pela fé que os baianos nutrem pelo Senhor do Bonfim. Dentro da Igreja, na Sala dos Milagres, são deixadas fotos e réplicas de partes do corpo humano, pelos devotos, em agradecimento a alguma cura, após as promessas e pedidos.

Na porta da igreja são vendidas as famosas medidas ou fitinhas do Senhor do Bonfim. Os devotos costumam atá-las ao pulso com três nós. Para cada nó, faz-se um pedido. A crença reza que, quando a fita se rompe, os pedidos foram atendidos.

No Terreiro de Jesus, Centro Histórico, encontra-se a Igreja de São Francisco, considerada uma das mais ricas e belas do País. Na sua construção foram utilizados materiais diversos, da pedra lioz ao ouro, para revestir interiores. A fachada barroca é de 1723, como também os painéis de azulejos portugueses. Na sacristia estão reunidos 18 painéis a óleo, sobre a vida de São Francisco.

A capital é repleta de terreiros de candomblé e umbanda e conta também com muitos centros espíritas.

 

 

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