Grutas e Cavernas

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A Chapada Diamantina concentra o maior acervo de grutas e cavernas da Bahia. Entre paredões rochosos, vales e chapadões, em meio à mata cerrada, as grutas guardam verdadeiras esculturas naturais, lagos e quedas d’água em cenários paradisíacos.  Munidos de lanternas e acompanhados de um guia local, a pedida para os vistantes é desbravar estas belezas da natureza, encravadas no coração da Bahia. A Gruta Azul, onde os raios de sol brincam sob o espelho de águas cristalinas, refletindo tons azulados; o vasto sítio arqueológico da Gruta dos Ossos; a Gruta do Lapão, entre as maiores de quartzo da América Latina; e a vasta extensão da Gruta dos Brejões são apenas uma amostra da diversidade do ecoturismo local, regado a preciosidades históricas e naturais.

As cavernas de Palmeiras

Localizada na Estrada das Palmeiras – Vale do Capão, a 16km da sede e 75km de Lençóis, a bela queda d’água conhecida como Riachinho é um dos lugares mais freqüentados pelos moradores de Palmeiras, pela própria facilidade de acesso. A caverna é uma pequena cavidade com entrada através de uma fenda bem estreita. Formada por dois grandes salões, possui água em seu interior e é ideal pra relaxar com um bom banho. Semi-mapeada e boa para mergulho, a caverna dos Impossíveis localiza-se no Povoado da Lagoa dos Patos, a 10km da BR-242. A natureza é artista no seu interior: estalactites e estalagmites são verdadeiras esculturas naturais formadas pela corrosão da água. Elas chamam a atenção por detrás de um buraco de 50m de diâmetro e 20m de profundidade.

Gruta de Bom Jesus da Lapa

A fé pede passagem e ecoa por todos os cantos de Bom Jesus da Lapa. Todos os anos, a cidade recebe cerca de 700 mil turistas em romarias de agradecimento às graças alcançadas e na busca por novas bênçãos. Na Gruta de Bom Jesus, uma larga torre, em meio ao adro, lembra um castelo medieval. Guarnecido por representações em bronze dos doze apóstolos, o local marca o início da odisséia cristã pelo Morro da Lapa. A Gruta de Nossa Senhora da Soledade, como o próprio nome sugere, é palco de crenças religiosas em nome da santa, cuja imagem ocupa lugar de destaque no altar, seguida por quatro esculturas em bronze, representando os Quatro Evangelistas como parte da oferenda por uma graça alcançada. O belo cenário sagrado é complementado pela exuberância do “Velho Chico”, que corre aos arredores da gruta e cuja visualização é possível graças a três grandes janelas abertas para as cercanias. Considerada de poderio divino, inúmeros milagres são atribuídos ao potencial religioso da Gruta, que continua servindo como local de oferendas até os dias de hoje. Os votos são depositados na “Sala dos Milagres”, por detrás do altar. Mais adiante, na Gruta de Santa Luzia, a imagem da santa de mesmo nome reina sobre uma estalagmite a 10 metros de altura, com um conjunto de estalactites em forma de leque ao fundo. A peregrinação termina no topo do Morro, em meio à vegetação da caatinga. É lá que estão o Cruzeiro e a última estação da Via Sacra. A vista panorâmica de toda a região é simplesmente deslumbrante e vale, por si só, o passeio. O local conta com um ponto de apoio mantido pela prefeitura para a venda de água mineral e refrigerantes.

Gruta do Lapão

A Gruta do Lapão guarda uma particularidade entre as diversas grutas da Chapada; ao contrário das demais, de origem calcária, sua formação é de quartzito e rica em ferro. Enquanto nas cavernas calcárias, cada centímetro das estalactites e estalagmites leva, em média, 33 anos para se formar, nas de quartzito são necessários mais de 100 anos, dependendo da intensidade do gotejamento. Alheias à longa exigência do tempo, é possível ver pequenas estalactites em alguns pontos da gruta.

Uma das maiores grutas de Quartzo da América do Sul e a segunda maior do Brasil, o Lapão tem 1.000 m de extensão e cerca de 10 m de largura, com uma boca de saída de 60 m de altura. Cortada de ponta a ponta pelo rio que leva o mesmo nome, em épocas de chuva o passeio torna-se inviável. O período de março a dezembro é o melhor para visitação. A trilha de acesso sai de Lençóis e tem cerca de 5 km. A volta pode ser pelo mesmo caminho ou pelo leito do Rio Lapão, quando na estiagem.

Gruta do Veredas

A Gruta do Lapão guarda uma particularidade entre as diversas grutas da Chapada; ao contrário das demais, de origem calcária, sua formação é de quartzito e rica em ferro. Enquanto nas cavernas calcárias, cada centímetro das estalactites e estalagmites leva, em média, 33 anos para se formar, nas de quartzito são necessários mais de 100 anos, dependendo da intensidade do gotejamento. Alheias à longa exigência do tempo, é possível ver pequenas estalactites em alguns pontos da gruta.

A paisagem tem a marca da imponente Serra do Porto Novo, que circula o pitoresco povoado de mesmo nome. O pequeno lugarejo possui acomodações simples e um mercado repleto de produtos típicos, situado bem em frente ao porto. Através de uma trilha de 3 km, aberta na mata, o visitante, com a ajuda de um guia local, pode conhecer a Gruta do Veredas, que apesar do seu pequeno tamanho, apresenta no seu interior belíssimas formações de espeleotemas. Algumas frestas presentes em seu teto permitem a entrada da luz do sol, promovendo, em conjunto com estas belas esculturas, efeitos fantásticos. O caminho até ela é difícil, mas o resultado é compensador.

Gruta dos Ossos

Localizada a 75 km da sede de Jacobina, a gruta dos Ossos tem cerca de 10 metros de altura, 8 metros de largura e 100 metros de comprimento. Trata-se de um verdadeiro sítio arqueológico com pinturas rupestres e onde ainda são encontrados restos de animais pré-históricos. Nela foi recuperado o esqueleto de um megatério – ancestral pré-histórico do bicho-preguiça – de 2 metros de altura. O exemplar está exposto no Museu Nacional de Rio de Janeiro.

Grutas da Pratinha, Azul, Torrinha e Lapa Doce

Místicos, paleontólogos, geólogos ou simples apreciadores da sábia escultura natural não podem deixar de visitar Iraquara. A região abriga uma vasta gama de grutas para todos os gostos.
Uma bela dolina precede a entrada da Lapa Doce. O complexo abriga, na verdade, as grutas Lapa Doce I, II e III, mas somente esta última é aberta à visitação, sempre com grupos de no máximo 12 pessoas e acompanhadas por um guia. Dentro da gruta, formações de rara beleza pinceladas pela natureza ao longo dos anos. Os tons avermelhados da argila contrastam com a brancura da calcita em um cenário exclusivo da Lapa Doce III. Na Fazenda Pratinha, de propriedade particular, o visitante paga uma taxa de R$ 5.00, revertida para a manutenção, e tem acesso a duas das mais belas grutas do Brasil: Azul e Pratinha.

Escavada pelo rio Pratinha, quando este deixa de ser subterrâneo e aflora à superfície, a gruta de mesmo nome tem características das regiões calcárias, um tom azulado singular e águas puramente cristalinas. A beleza salta aos olhos do visitante. No seu interior, galerias inundadas dão acesso à Gruta Azul, mas para mergulhar é exigido certificado do curso de mergulho em cavernas. Nas águas igualmente cristalinas do rio que corre por fora da gruta, entretanto, o visitante pode nadar à vontade, curtindo a rica fauna e flora subaquáticas, e rodeado da natureza em seu esplendor. Ao longo do leito do rio, micro búzios lembram areia fina em meio a uma vegetação típica da caatinga, com palmas que descem até quase chegar à água. O local dispõe de uma boa infra-estrutura de apoio com bar, restaurante e sanitários, além do aluguel de equipamentos para mergulho.

Caverna calcárea formada pelo mesmo lençol de águas subterrâneas que emerge na gruta da Pratinha, a Gruta Azul é agraciada pelos raios de sol que, ao atingirem o pequeno lago repleto de minerais no interior da caverna, conferem um colorido especial, em tons azulados, num verdadeiro espetáculo visual. Não é permitido nadar dentro da gruta.

Considerada a nona maior gruta do Brasil e a mais ornamentada da região das cavernas visitáveis na área de Iraquara, a Torrinha apresenta pinturas rupestres e diversas curiosidades geológicas ao longo dos seus 12,5 Km de extensão. Raros espelotemas como helictites, canudos de cristal e de gipsita de até 60 centímetros de comprimento são presença fácil no seu interior. A caverna abriga, também, a 2ª maior flor de aragonita (formações semelhantes a flores de vidro) de todo o mundo. Existem três roteiros para visitação. No 1º, apenas as formações básicas da caverna. O 2º dá acesso às formações conhecidas como vulcão e a bolha de calcita, com flor de aragonita. Mais completo, o 3º abre acesso ao salão branco e às raras helictites com flor de aragonita na ponta. O visitante deve ter bastante cuidado, devido à fragilidade dos espeleotemas, portanto, nada de toca-los e nem pensar em elevar o tom de voz.

Grutas da Pratinha, Azul, Torrinha e Lapa Doce

Místicos, paleontólogos, geólogos ou simples apreciadores da sábia escultura natural não podem deixar de visitar Iraquara. A região abriga uma vasta gama de grutas para todos os gostos.
Uma bela dolina precede a entrada da Lapa Doce. O complexo abriga, na verdade, as grutas Lapa Doce I, II e III, mas somente esta última é aberta à visitação, sempre com grupos de no máximo 12 pessoas e acompanhadas por um guia. Dentro da gruta, formações de rara beleza pinceladas pela natureza ao longo dos anos. Os tons avermelhados da argila contrastam com a brancura da calcita em um cenário exclusivo da Lapa Doce III. Na Fazenda Pratinha, de propriedade particular, o visitante paga uma taxa de R$ 5.00, revertida para a manutenção, e tem acesso a duas das mais belas grutas do Brasil: Azul e Pratinha.

Escavada pelo rio Pratinha, quando este deixa de ser subterrâneo e aflora à superfície, a gruta de mesmo nome tem características das regiões calcárias, um tom azulado singular e águas puramente cristalinas. A beleza salta aos olhos do visitante. No seu interior, galerias inundadas dão acesso à Gruta Azul, mas para mergulhar é exigido certificado do curso de mergulho em cavernas. Nas águas igualmente cristalinas do rio que corre por fora da gruta, entretanto, o visitante pode nadar à vontade, curtindo a rica fauna e flora subaquáticas, e rodeado da natureza em seu esplendor. Ao longo do leito do rio, micro búzios lembram areia fina em meio a uma vegetação típica da caatinga, com palmas que descem até quase chegar à água. O local dispõe de uma boa infra-estrutura de apoio com bar, restaurante e sanitários, além do aluguel de equipamentos para mergulho.

Caverna calcárea formada pelo mesmo lençol de águas subterrâneas que emerge na gruta da Pratinha, a Gruta Azul é agraciada pelos raios de sol que, ao atingirem o pequeno lago repleto de minerais no interior da caverna, conferem um colorido especial, em tons azulados, num verdadeiro espetáculo visual. Não é permitido nadar dentro da gruta.

Considerada a nona maior gruta do Brasil e a mais ornamentada da região das cavernas visitáveis na área de Iraquara, a Torrinha apresenta pinturas rupestres e diversas curiosidades geológicas ao longo dos seus 12,5 Km de extensão. Raros espelotemas como helictites, canudos de cristal e de gipsita de até 60 centímetros de comprimento são presença fácil no seu interior. A caverna abriga, também, a 2ª maior flor de aragonita (formações semelhantes a flores de vidro) de todo o mundo. Existem três roteiros para visitação. No 1º, apenas as formações básicas da caverna. O 2º dá acesso às formações conhecidas como vulcão e a bolha de calcita, com flor de aragonita. Mais completo, o 3º abre acesso ao salão branco e às raras helictites com flor de aragonita na ponta. O visitante deve ter bastante cuidado, devido à fragilidade dos espeleotemas, portanto, nada de toca-los e nem pensar em elevar o tom de voz.

Grutas do Catão, Sumidouro, Buraco do Inferno e Paulista

Em meio à mata densa, cercada de árvores de grande porte e com um grande penhasco em forma de "U", a Gruta do Catão emoldura uma paisagem exuberante. À entrada, o lindo Lago Azul, cartão postal da região. Um filete de água emerge à superfície justamente na abertura de um grande salão por onde corre um riacho, desaparecendo mais adiante. A gruta fica na divisa com São Desidério. A trilha de acesso é de 100 metros aproximadamente. Próximo fica a Gruta do Sumidouro, palco de um raro fenômeno da natureza: a água baixa e sobe como se fosse uma maré, sempre acompanhada de um barulho singular. Um braço do Rio Salitre atravessa a caverna em toda a sua extensão com afloramentos que permitem o banho. Uma das três bocas da caverna é ótima para praticar rapel. A luz solar penetra todo o interior desta caverna, rodeada por um belo jardim tropical, repleto de samambaias.

Mais adiante, a Gruta do Buraco do Inferno surge em meio a uma trilha por entre palmeiras de piqui e babaçu e belos exemplares de jatobá, aroeira e barriguda. O paredão de 50 m de altura se destaca entre as pequenas cavernas e grutas das redondezas. A aventura está garantida em um alpinismo de pura adrenalina. Com inscrições e pinturas rupestres datadas de milhares de anos, a Gruta do Paulista é um paraíso para os amantes da arqueologia, que consideram o local um antigo observatório astronômico.

Poço Azul, Gruta da Paixão, Gruta Marota

Dentro de uma gruta, águas de uma total transparência a ponto de ser possível enxergar facilmente o fundo do poço, repleto de ossadas de animais pré-hist6ricos, o famoso Poço Azul é rota certa pra quem visita Andaraí. O acesso é feito pela BA-142, em direção ao Poço Encantado (53 km de distância da cidade). O banho é refrescante e o cenário paradisíaco. Para preservar o pequeno sítio fóssil, é permitido, apenas, o mergulho de superfície. A 71 km de Andaraí, a Gruta da Paixão é rica em formações calcárias. No meio da caatinga, por entre árvores retorcidas e castigadas pelo sol, a Gruta reina absoluta na paisagem. Ao longo dos seus 3 km de extensão, diversos salões acessados por labirintos. São vários corredores principais e paralelos, interligados a um grande salão central, o chamado "Salão de Convenções".Saindo de Andaraí, aproximadamente 50 km na rodovia BA-142, até tomar o acesso à estrada de terra que leva a Ubiraitá. Próxima à entrada da gruta da Paixão, está a Gruta Marota. De grande dimensão, apresenta uma imensa variedade de ornamentos naturais.

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