Rios

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Das águas esverdeadas do imponente São Francisco ao volumoso Rio Paraguaçu, o maior dos rios genuinamente baianos, o estado reserva atrações variadas para quem busca contato direto com a natureza. De esportes náuticos à pesca esportiva e banhos sossegados, aproveite para relaxar ou mergulhar em aventuras sob o sol escaldante deste estado da alegria. Os muitos quilômetros de águas doces que recortam o litoral e o interior da Bahia surgem alheios à vastidão seca da caatinga ou cercados de mangues, mata nativa e vegetação de restinga, e seguem ao encontro do mar, desenhando belas paisagens e convidando a um irresistível passeio.

 

Rio Buranhém e Rio dos Frades

Principal rio que atravessa o município, o Buranhém separa Porto Seguro de Arraial D’Ajuda. Partir do atracadouro de Porto ou de Arraial e seguir pelo leito do rio é um passeio imperdível pra quem aprecia belas paisagens em meio à natureza, com uma vasta variedade de ecossistemas e ilhas fluviais. Sua foz fica entre as belas praias do Cruzeiro e do Apaga-Fogo. O Rio dos Frades se abre em meio a um vale (de mesmo nome), construindo uma imagem de rara beleza na paisagem litorânea. O espetáculo é ainda maior no período de cheias, quando as águas cristalinas dos Frades sai do leito e inunda toda a várzea povoada de garças. A história conta que o Rio dos Frades, ou do Frade, recebeu esse nome por conta do afogamento de um frade franciscano italiano, que teria desembarcado em Porto Seguro em 1515. Imune à lenda, o rio oferece um dos mais encantadores panoramas de Porto Seguro.
Dica: na Casa da Lenha, em Porto Seguro, é possível contratar um passeio fluvial com barqueiros.

Rio Caraíva

Margeado por uma exuberância de florestas e manguezais, o Rio Caraíva é pedida certa na rota de passeios ecológicos. Novas paisagens se abrem ao longo do percurso: Mata Atlântica intacta na margem esquerda e fazendas de gado à direita; um presente para os olhos do visitante. Em uma autêntica canoa indígena, o passeio começa no cais da pequena Vila de Caraíva, situado entre a praia de rio e o manguezal, rodeado de matas preservadas. Vale chegar até a ponte do Boi e conhecer a Reserva Pataxó de Barra Velha, no Parque Nacional de Monte Pascoal. Além de um mergulho refrescante, o rio Caraíva é propício para a pesca de robalo.

Rio Imbassaí e Rio Barroso

Principal rio local, o Imbassaí é responsável pela maioria dos passeios e aventuras na região. Ao longo do seu curso, corredeiras cercadas por dunas e por um extenso coqueiral desenham uma bela paisagem e são ideais para banho e pesca. Adiante, o rio forma a Praia de Areinha, com um poço raso e calmo, ideal para banho. A praia fluvial fica dentro da Vila de Areal e oferece razoável infra-estrutura, com bar, restaurante e camping. Em sua foz, próxima à vila turística de Imbassaí, existe um razoável número de bares e barracas. Algumas, inclusive, oferecem caiaques para aluguel, proporcionando passeios divertidos no curso do rio. Como há muitas dunas nos arredores, o sandboard é uma boa pedida para quem gosta de aventura. A região ainda dispõe do Rio Barroso, que corre paralelo ao mar e possui inúmeras barracas de praia ao longo do seu curso, especializadas em pratos típicos como o bolinho de peixe e a lambreta acebolada. Mais ao interior, o Rio Imbassaí Pequeno e Cachoeira de Dona Zilda são ideais para um delicioso banho em família.

Rio Itanhém

Margeado por uma fina areia em tons acinzentados, o Rio Itanhém se encontra com o mar na Praia da Barra de Alcobaça (ou do Itanhém), em um belo contraste com a larga faixa de areias claras. Palco para esportes náuticos tipo caiaque, jet-ski, windsurf e slalom, o rio reserva uma pequena enseada de águas calmas e rodeada de matas veladas, ideal para um banho tranqüilo e relaxante. O Itanhém é também propício à pesca de robalo, piau, traíra e camarão.

Rio Itapicuru – Mirim

Na Estação Ecológica Bandeirantes, reduto de mata ciliar, serras, canyons com vegetação de bromélias e orquídeas, 30 nascentes formam os rios do Ouro e da Gata, afluentes do Itapicuru – Mirim. Propício para a pesca de piau, camarão e traíra, o Itapicuru nasce na Serra do Tombador e, após cortar a maior parte da cidade, conflui com o histórico e legendário Rio de Ouro, formando com este um grande “L”. No seu curso, cachoeiras e poços ideais para banhos.

Rio Jaguaripe

Com predominância de manguezal, braços de rio e apicum, um extenso lagamar onde diversas espécies se reproduzem, configuram os belos cenários do Rio Jaguaripe. Na seqüência, as ilhas do Paraíso, Carapeba, Santo Antônio de Jiribatuba e Ilha de Matarandiba, passando por baixo da ponte do Funil, que liga a Ilha de Itaparica ao continente, oferecem ao visitante deliciosos banhos de águas doces e salgadas. Vale subir até a cidade de Nazaré, passando por Maragogipinho e suas 60 olarias.

No fim de tarde, o espetáculo fica por conta do balé aéreo dos pássaros em abundância nos percursos de manguezais.

Rio Jequitinhonha, Rio Passuí e Rio Preto

Navegável em toda a sua extensão, o Rio Jequitinhonha circunda fazendas de cacau e de gado, e plantações de coco e banana rodeadas de espécimes remanescentes da Mata Atlântica. Ao longo do seu leito, as ilhas fluviais de Inguaíra, França, Coroa Grande e a Ilha do Meio, já na foz, tendo à cidade de Belmonte à margem direita, completam a bela paisagem. O Rio é muito procurado para a pesca do robalo e da carapeba. Elo de ligação entre os rios Jequitinhonha (em Belmonte) e Pardo (em Canavieiras), o Rio Passuí é margeado por manguezal, coqueirais, fazendas de cacau e Mata Atlântica, desenhando um visual paradisíaco. Pico para a prática da pesca esportiva do robalo e camping selvagem, em especial na Barra do Peso. Aproveite para visitar o apiário e o criatório de jacarés no sito de Barra Nova.

Ao longo do seu curso, canais estreitos e ladeados, alternadamente, por manguezais e vastos coqueirais, e fartos em crustáceos, desembocam nas ilhas de Vera Cruz e das Garças (já no município de Canavieiras), que contemplam o visitante com banhos revigorantes em meio à bela paisagem e rodeado de pássaros bailando no ar. Sinuoso ao longo do seu curso, a presença marcante de sucuris nas baixadas do Rio Preto lhe rendeu o apelido de Sucuruiuba. Suas águas desembocam na vila de Mogiquiçaba, o melhor trecho para relaxar e banhar-se. O Rio oferece pescado em abundância: robalo, piau e tainha, além de ostras.
Dica: Na cidade, existe uma empresa que providencia barcos e guias para os passeios. É importante verificar o horário da maré

Rio João de Tiba

Antes conhecido como Rio Sernambetiba, o Rio João de Tiba ganhou esse nome em homenagem ao português João de Tiba, 1º habitante a residir nas proximidades de sua margem. Banha grande parte da cidade de Santa Cruz de Cabrália, com suas águas mansas que correm por entre o manguezal habitado por caranguejos, aratus e garça azul. Na altura de sua foz, se forma a exótica praia de Santo André, com o privilégio de ser de água doce, na vazante da maré, e salgada na enchente. Ao longo do leito do rio, a paisagem é preenchida por fazendas de piaçava, até desembocar em diversas cachoeiras, como a Toma Calção e a Cachoeira Grande. O roteiro inclui, ainda, uma passarela sobre o mangue e uma antiga passagem dos índios. No seu afluente, Rio Mutum, é possível conhecer as “farinheiras” – casas de farinha em pleno funcionamento – e um alambique, onde é fabricada cachaça de forma artesanal. O rio é muito procurado para pesca e prática de esportes náuticos.

Rio Marobá, Rio Pau Alto e Rio Peruipe

A cidade teve inicio à foz do Rio Peruipe, em meio ao campo verdejante que o margeia em toda a sua extensão. Ponto de deságua dos rios Pituaçú, Pau Alto e Marobá, além de inúmeros riachos, o Peruipe forma um verdadeiro emaranhado de caminhos aquáticos em meio a paisagens que variam, passando por canais de mangue, comunidades ribeirinhas, sítios e coqueirais até o encontro com o Rio Caravelas, no município de mesmo nome. A leste, o rio se joga ao mar, formando uma bela praia rodeada de coqueirais. De águas límpidas e margeado de roças, pastagens e matos, o Rio Marobá é outra boa opção de passeios fluviais em Nova Viçosa. Suas águas tranqüilas são um convite a um relaxante tour de canoa.

Rio Paraguaçu

Da língua indígena “água grande”, o Paraguaçu, com aproximadamente 600 km de extensão, é o maior rio genuinamente baiano e responde pelo abastecimento de água de vários municípios. Muito procurado para pesca, possui grande variedade de peixes, especialmente o tucunaré, crumatá, traíra, acari e piau, além de mariscos e crustáceos. Da argila abundante em suas margens, nasce o belo artesanato de cerâmica. Povoado por lendas e mitos, o Paraguaçu habita o imaginário local. Dentre as crenças mais famosas, a da “Mãe d’Água”, espécie de Iemanjá munida do poder de encantamento das sereias; o “Nego d’Água” que, como o saci pererê, brinca de dar sustos a todos que encontra vagando pelas margens do rio; e a Sucuiuba, temida cobra sucuri que, pelo seu grande porte, acabou se transformando em um ser quase místico para a população ribeirinha. O Rio Paraguaçu separa as cidades históricas de Cachoeira e São Félix, unidas por uma antiga ponte de ferro, datada de 1859.

Rio Pojuca

Rodeado por reservas de manguezais, entre resquícios de mata ciliar, o Rio Pojuca é uma das divisórias naturais da Praia do Forte. Suas águas, ora calmas, ora de fortes corredeiras, são propícias para banhos relaxantes e para a prática do rafting. Reservatório natural de peixes, o Pojuca é indicado para a pesca de bagre, xaréu, peixe espada, robalo e caranha, além de camarões e pitus. Ainda hoje, os pescadores locais utilizam técnicas tradicionais, como os “jiquis” – artefatos de cipó – especialmente em Sete Pontes, onde as pontes de madeiras são o ponto preferido dos nativos para a coleta do pescado nos “jiquis”. Deste ponto é possível contemplar, também, as corredeiras selvagens do rio. Os passeios de barco partem da foz do Pojuca, e seguem rio acima até às famosas corredeiras. É imprescindível o uso de coletes salva-vidas. Se preferir, pode seguir a pé por trilhas em meio à mata.

Rio Santo Antônio

O Rio Santo Antônio é pico da pesca de robalo. Margeia o limite sul da Área Indígena da Mata Medonha – moradia dos índios Pataxós -, corta a Unidade de Conservação Santo Antônio e passa pelo povoado de mesmo nome até desaguar na praia da Ponta de Santo Antônio, atravessando grandes extensões de manguezais e Mata Atlântica, entre belos coqueirais. Aproveite o passeio de barco para relaxar nas calmas águas doces, desfrutando das diversas paisagens.

 

Rio São Francisco

Terceiro maior rio do Brasil, com mais de 3.000 km de extensão, o São Francisco é também o mais famoso rio da Bahia, peça integrante e influente de grande parte da história e cultura nacionais. De águas mansas e incrivelmente cristalinas, convidam a um passeio irresistível em meio à natureza. Uma boa pedida é alugar um barco e descer tranqüilamente o “Velho Chico” até a cidade ribeirinha de Sítio do Mato, onde ilhas e bancos de areia oferecem praias calmas de águas mornas. Por todo o percurso, a paisagem varia entre barrancas, pequenas plantações de subsistência, áreas de pastagens e povoados. Habitat de uma grande variedade de peixes – os maiores são o surubim e o dourado -, o rio é também pico para a pesca esportiva e amadora.
Dica: em qualquer uma das margens do rio pode-se acertar um passeio de barco. O preço varia de acordo com o percurso e o tempo gasto.

Rio Sauípe

Principal rio da sua bacia hidrográfica, limitada ao norte pela bacia do Rio Subaúma e ao sul pela bacia do Rio Imbassaí. O Rio Sauípe nasce ao sul da cidade de Entre Rios, perfazendo um percurso de 80 km em direção ao mar. Cercado de mata ciliar, as árvores frutíferas se encarregam de atrair uma gama variada de aves que recortam o céu por cima do rio. Na outra margem, um denso manguezal e mata de restinga. Duas opções de passeio contemplam o visitante com o rio em toda a sua plenitude. Para quem busca aventura, a chamada “Expedição Sauípe” é a pedida ideal. Os próprios passageiros ajudam a remar as canoas rústicas, típica dos pescadores locais, que descem até a foz do rio, com direito a uma parada na barra onde o rio abraça o mar. Aproveite para relaxar, curtindo um delicioso banho nas águas doces ou salgadas. O traslado é feito em jipe, com direito a uma caminhada, de aproximadamente 15 minutos, por área de mata de restinga até às margens do rio. A outra opção é seguir em botes de alumínio com motores de popa, com capacidade para 8 pessoas. Durante aproximadamente 1 hora e meia são percorridos 14 km (ida e volta), com uma parada para descanso e banho na foz do rio. É indispensável a companhia de um guia e o uso de colete salva-vidas durante todo percurso de barco.
Dicas: capriche no filtro solar, use roupas leves e não dispense o boné. É recomendável levar repelente.

Rio Vaza Barris

Rio temporário, o Vaza Barris foi aproveitado para a formação da barragem que represou um considerável volume de água, originando o açude de Cocorobó, a partir do qual se desenvolveu um amplo Projeto de Irrigação no denominado Perímetro Irrigado do Rio Vaza Barris, levando água para uma região marcada pela seca. Banha os municípios de Canudos e São Cristóvão (SE) até desaguar no oceano Atlântico. Foi às suas margens que surgiu o povoado de Belo Monte, depois denominado Canudos; palco da lendária Guerra que dizimou os jagunços seguidores de Antônio Conselheiro. Ao longo dos seus 402 km de extensão, a paisagem se divide entre a Ilha do Paraíso e a ilha de manguezais; paradas obrigatórias para banhos relaxantes.

Rios de Barreiras

Barreiras é uma cidade de águas doces, recortada por rios em toda a sua extensão. O maior e mais importante é o Rio Grande; afluente da margem esquerda do Rio São Francisco. Destaque na paisagem da cidade, o rio forma uma verdadeira ilha fluvial em torno do Centro Histórico. Sua vasta extensão é ideal para a prática de esportes náuticos e pesca esportiva. Se quiser incrementar o passeio, basta seguir de barco até Barra, ponto de encontro com o São Francisco e, a partir daí, seguir viagem nas águas esverdeadas do Velho Chico. Com águas cristalinas, o Rio de Janeiro percorre cerrados e vales férteis, formando diversas quedas d’água em toda a sua extensão. As mais famosas são as cachoeiras do Acaba Vida e do Redondo, com belas piscinas naturais, excelentes para banho. O rio segue pelo município até desaguar no Rio Branco, próximo à Serra Geral, acompanhando a paisagem rural da natureza em sua plenitude. O Rio Branco recorta os povoados de São Vicente e Cantinho do Senhor dos Aflitos, entre fazendas e pequenas comunidades em harmonia com o meio ambiente. Emoldurado por serras e grandes veredas de buritis, o Rio de Ondas desponta em um cenário deslumbrante, um verdadeiro paraíso natural na cidade de Barreiras. O rio mescla espaços para banhos com trechos raros, o que permite a sua travessia a pé ou no lombo de animais.

 

Rios de Caravelas

Por entre manguezais ainda virgens e florestas nativas, Caravelas abarca um emaranhado de rios com opções variadas para os apreciadores do turismo ecológico. Os rios do Cupido, do Lago, do Poço, Jaburuna e Caubê são alguns dos paraísos fluviais que emolduram a cidade. Entre os que se destacam, está o Rio Macangano, cercado de vegetação de mangue, falésias e árvores frutíferas ao longo dos seus 10km de extensão. Coqueirais em meio à vegetação de mangue desenham um cenário singular às margens do Rio do Macaco, palco da pesca esportiva do robalo. Bagre, caranguejo, siri e camarão também são fartos nos seus 11km de águas barrentas. Caravelas abriga a maior concentração de manguezais do extremo sul da Bahia, povoados por rica fauna de moluscos e crustáceos entre os rios Caravelas, Peruípe e afluentes. Principal rio da região, o Caravelas, de águas azuladas, forma diversas ilhas fluviais, como a deserta Ilha do Pontal do Sul, com praia de areias alvas envolta por águas cristalinas. A paisagem guarda duas belas surpresas: dois exemplares de tamareiras; árvores típicas do Oriente e inéditas na flora nacional. Ao longo do seu curso, o rio ainda presenteia o visitante com a Ilha de Cassumba e a Praia do Grauçá, em meio a um vasto manguezal e uma faixa de Mata Atlântica.
Dica: O local não dispõe de qualquer serviço de apoio, portanto, leve água e lanche para curtir melhor o passeio.

 

Rios de Morro do Chapéu

A enorme Bacia do São Francisco se une à do Paraguaçu e reflete em uma infinidade de rios por todo o Morro do Chapéu. Um paraíso de águas doces, não faltam opções para todos os gostos: de banhos refrescantes em águas calmas e cristalinas a aventuras de rafting e canoagem nas corredeiras, e rapel nos paredões das belas cachoeiras. Destaque para o Rio Jacuípe, o mais perene e importante da região. Os rios Preto, Ventura, Ferro Doido, Salitre, Jacaré, Bonito e Tijuco promovem um verdadeiro festival de águas na forma de poços e cachoeiras, como as do Ferro Doido e do Agreste, localizadas no Parque e Reserva de Morro do Chapéu.

 

Rios Garapa e Roncador

Repletos de corredeiras e pequenas quedas d’água, os rios Garapa e Roncador convidam o visitante a relaxar e curtir suas águas cristalinas em meio à natureza. O acesso, por uma antiga trilha do garimpo com cerca de 18km, pede veículos off-road.

 

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